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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Cada um aprende de uma forma

Cada um aprende de uma forma.

Não importa qual seja o diagnóstico: dislexia, DEL, DPAC e tantas outras denominações.

O IMPORTANTE É CAMINHAR PARA DESCOBRIR COMO SEU FILHO APRENDE

Não há um profissional no mundo, por mais renomado que seja, capaz de indicar com precisão o caminho, cabe a nós colhermos as pistas que surgem , mudar sim de profissional quando não conseguirmos avanços a médio prazo, retermos as informações importantes e descartarmos as bobagens que ouvimos, ou até mesmo, lá na frente, percebermos que uma daquelas bobagens pode fazer sentido.

O caminho é longo e cheio de obstáculos, mas o mais importante é NÃO DESISTIR NUNCA!

Se para nós pais é difícil, imaginem para nosso filho que vive cercado / preso pelas suas questões de aprendizagem na escola e em casa.

O documentário Viagem dentro da dislexia vale a pena ser visto, há depoimentos de disléxicos de várias idades, profissionais com diferentes visões, mas a pequena fala de um experiente “tutor de disléxico” nos chamou atenção, pois confirma o que já sabíamos cada um aprende de uma forma, veja o trecho abaixo ou assista documentário

http://www.youtube.com/watch?v=-UfvnNeR8M4



quarta-feira, 20 de março de 2013

RESPOSTA A UM PEDIDO DE ORIENTAÇÃO

Bom dia, família ...!

Agradecemos muito pelas palavras, o blog anda abandonado porque o dia a dia é corrido, mas mensagens como a de vocês nos motivam a retomar!

Continuamos na luta com nosso guerreiro que completou 12 anos. Ao olhar para trás vemos quantas batalhas foram vencidas, quantos adversários nocauteados... Mas para nós a grande vitória foi perceber que nosso filho passou de uma criança que não conseguia aprender (sequer reter que 1 dezena são 10 unidades) para uma criança que aprende (expressões numéricas, frações, conteúdos de ciências, história, geografia, etc). Hoje, estamos a procura de um bom treinador para nosso guerreiro para trabalhar interpretação e produção de texto.

Se nos perguntarem "o que vocês fizeram que realmente fez a diferença?" responderemos prontamente que foi a intervenção da psicopedagoga Maria das Graças Fonseca e Silva e do neuropediatra César Marcondes, ambos de Belo Horizonte. Consideramos que eles foram os anjos para nossa família. Inicialmente, acreditávamos que todos teriam sucesso com eles, mas algumas famílias tiveram e outras não! Mas graças a Deus é assim! Imagine se o caminho fosse apenas este!

Durante nossa jornada, de tudo que ouvimos, diagnósticos e prognósticos negativos e positivos, o que nos fez seguir enfrente foi uma frase dita por uma psicopedagoga que nada agregou em termos concretos, mas que nos motivou a continuar "Nunca desistam do filho de vocês, continuem sempre na busca...!". Com o passar do tempo, a frase adquiriu outros sentidos, hoje significa "Ninguém, nenhum profissional, seja de qual área for, tem uma resposta concreta para as questões que envolvem o "não aprender";

Eu, mãe do guerreiro, resolvi fazer o curso de psicopedagogia para auxiliar as famílias carentes que lidam com o não aprender, porque com recursos financeiros é tão difícil lidar com o problema, imagine sem! Infelizmente ao concluir o curso, descobri que não podia auxiliar ninguém, descobri que é um CRIME a psicopedagogia ser uma pós graduação. Descobri que na nossa jornada com o guerreiro nos deparamos com diversos tipos de profissionais aventureiros: aqueles que terminam a pós e se acham aptos para atender, os que dão aulas em cursos de psicopedagogia mas tem formação em psicologia, fonoaudiologia, neurociências, mestres em educação e se acham os mais capacitados para lidar com o não aprender, quando na verdade se dedicam mais a suas áreas específicas, ao mundo acadêmico e não apresentam sequer um caso de criança que não aprendia e passou a aprender, eles são os especialistas em diagnóstico de problemas de aprendizagem, especialistas em encontrar culpados entre a família e a escola (filho mimado, dependente, professor que não gosta de ensinar, etc) mas não possuem estratégias de intervenção eficaz para a questão da aprendizagem.

A aprendizagem é algo muito complexo e por isto na Argentina, Portugal e outros países a psicopedagogia é uma graduação. Não quero dizer que com a graduação teríamos somente profissionais competentes, mas teríamos sim, chances de depararmos com alguém que verdadeiramente entendesse da questão, teríamos mestres e doutores em psicopedagogia, psicopedagogos com pós-graduação em escrita, leitura, questões afetivas, intervenção nesta ou naquela questão que poderiam relatar seus estudos e experiências no assunto. Nosso problema se torna maior com os cursos a distância. Vários cursos presenciais sequer oferecem estágio supervisionado. Não posso deixar de dizer que é um CRIME, uma VERGONHA. Porque é crime fazer a criança passar por inúmeros profissionais, é crime fazer nossos pequenos perderem tanto tempo e assim continuarem sendo alvo de críticas de professores e gozação de colegas, é crime fazer com que as famílias se sintam tão impotentes....

Digo isto, porque quando levávamos nosso guerreiro a uma psicopedagoga depositávamos neste profissional uma enorme esperança e a cada frustração acreditávamos que o problema era do nosso guerreiro! Pensávamos que o caso dele era muito sério porque nenhum profissional conseguia nos ajudar! A busca foi longa, íamos a profissionais "renomados", coordenadores de curso de psicopedagogia, etc... Hoje, entendemos porque somente uma psicopedagoga séria, no auge dos seus 60 anos, trabalhando a mais de 20 em consultório foi a única capaz de nos mostrar uma luz, um caminho a seguir! Então o caminho é procurar um profissional experiente em PSICOPEDAGOGIA, este profissional será capaz de trabalhar as estruturas, os esquemas que vão disparar o gatilho da aprendizagem. Quem fez isto com nosso guerreiro foi a Maria das Graças, durante os dois anos e 1/2 de tratamento eu acompanhamos de perto e percebi que o que fez a maior diferença foi o trabalho com jogos Cara a Cara, quebra-cabeças, lego, lince, memória, hora do rush, Ludo, Quest Júnior, jogo fecha a caixa, os jogos das lojas Origem como Equilíbrio. Amazônia Simplificada, etc.Ela também trabalhava textos curtos, liam juntos e depois cada um fazia para o outro perguntas sobre a história. .Nosso filho sempre teve enorme resistência aos jogos de tabuleiro e a Maria conseguiu fazer com que ele vencesse esta barreira, então começamos a jogar em casa no que denominados "Noite de Jogos" . e como todos os pais. como todos os seres humanos não somos perfeitos e a frequência e persistência de continuar com as noites não foi a que desejávamos em virtude da rotina, cansaço, etc. mas acreditamos que também tivemos nossa contribuição! Ele também não gostava de quebra cabeças e começou a gostar.

Outro ajuda fundamental foi Dr César Marcondes que diagnosticou nosso guerreiro como disléxico e com déficit de atenção. Ele receitou a Ritalina, criticada por tantos profissionais e por tantas famílias, mas que foi fundamental para nosso guerreiro recuperar seu gap na aprendizagem. Foram três anos de medicação para fazer o dever de casa e ir para escola, com intervalos nos fins de semana, feriados e férias escolares. Agora em 2012, temos orgulho de dizer que o médico mais conservador e criticado na cidade pelo uso da medicação para tratar problemas de aprendizagem, suspende, sem o nosso pedido a medicação, ou seja, ele percebeu que nosso filho não precisava mais, percebeu que a medicação já tinha feito a parte dela, isto sim é profissional!

Esperamos ter ajudado e estamos a disposição para esclarecer outras questões.

Abraços

Família do Guerreiro

segunda-feira, 9 de maio de 2011

FILME INDIANO – SOMOS TODOS DIFERENTES COMO ESTRELAS NO CÉU

Descobri este filme no começo deste ano ao preparar um dvd para a professora do meu guerreiro. Sim! Eu sempre passo algum material sobre o transtorno de aprendizagem que afeta meu filhote. Diante de tudo que nós já passamos (desconhecimento, desprezo, intolerância, arrogância, falta de competência, etc), acho importantíssimo. Assisti o filme 3 vezes. Na primeira chorei muito, identifiquei meu guerreiro e também a mim, ao meu marido em várias cenas.... Na segunda, algumas lágrimas escorreram... Na terceira, somente emoção. Este filme é realmente MARAVILHOSO, consegue retratar bem o universo da criança disléxica – a letra ruim, problemas de coordenação motora, orientação espacial, baixa autoestima, as tentativas de esconder as dificuldades com atitudes ou palavras que parecem dizer “Não estou nem aí!”. Acredito que no filme o professor é uma alegoria, ele representa aquela pessoa que pode fazer a diferença na vida de uma criança disléxica, pode ser o pai, a mãe, um irmão, um conhecido da família, o professor, etc... No caso do meu guerreiro eu e meu marido representamos os dois papéis, de pais e também daquele que faz a diferença, não porque já conhecêssemos o problema mas porque nunca desistimos de nosso pequeno, porque perdidos num labirinto procuramos incessantemente por um saída.. Hoje, acredito que estamos na direção certa porque já enxergamos uma luz, mas nossa caminhada continua... Voltando ao filme, fico preocupada com as cenas que mostram o garoto enxergando as letras pulando. Infelizmente, imagens parecidas foram e são utilizadas pelas pessoas que trabalham com a “dislexia da leitura”, isso pode induzir muita gente a cair nesta armadilha, resultando na perda de dinheiro e principalmente na perda de um tempo preciosa das nossas crianças. Em nenhum lugar do mundo existe cura instantânea para dislexia, não há lentes milagrosas! Quem quiser saber mais sobre a nossa experiência com este trabalho leia o post “Dislexia da Leitura”. Olha, a intenção do blog é retratar os caminhos de fracassos e vitórias para vencer a dislexia. Para nós a “dislexia da leitura” foi uma grande decepção, às vezes outras famílias tiveram resultado diferente. No nosso caso, caímos nesta num momento de desespero, vimos o assunto sendo tratado num programa de TV, estávamos esgotados após passar por inúmeros profissionais incompetentes de diversas áreas (fono, psicopedagogos, psicólogos, etc), na época acreditamos que aquela era a saída porque era o único tratamento que ainda não havíamos tentado, isto porque ainda não havíamos passado por profissionais sérios e competentes, mas sim por profissionais com NOME NO MERCADO e tivemos que sentir na pele, principalmente, na pele inocente do nosso guerreiro, que nem NOME, nem TÍTULO são sinônimos de competência! Enfim, o filme é LINDO e INSTRUTIVO, passei para psicopedagoga do guerreiro e ela também adorou!!! Mas agora, preciso utilizar a frase que direciona a obra Maquiavel “Os fins justificam os meios” para passar o link onde é possível ba*xar o filme. Não sou a favor da p*ratar*a, mas acho que este filme pode ajudar muitas famílias. http://www.megaupload.com/?d=SDMUPI9K



quinta-feira, 28 de maio de 2009

Escolhendo Profissionais 4

No caminho para o diagnóstico correto há muita incompetência ou má-fé?

Nosso pequeno guerreiro apresentou problemas com o processo de aprendizagem, aos 6 anos sua leitura era bastante silabada e a escrita bem ruim. Por mais de 2 anos rodamos entre consultórios de psicologia, psicopedagogia, terapia ocupacional. Chegamos ao cúmulo de ir a uma clínica oftalmológica que prometia lentes milagrosas (vou escrever um post sobre o assunto)

Procurávamos sempre profissionais com referência, uns diziam que ele estava disortográfico, disgráfico, que tinha um bloqueio no processo de aprendizagem, que o problema era emocional, etc. Foram sessões e mais sessões com evolução próxima a zero. Diante da incompetência ou má fé destes especialistas, sem saída, trocávamos de profissional. Foram 2 terapeutas ocupacionais, 2 psicopedagogas e 2 psicólogas alguns com histórias incluídas no post sobre Sala de Espera...

Em alguns momentos, apesar da avaliação positiva do neuropediatra, chegamos a pensar que nosso pequeno tinha algo diferente, desconhecido e que seria muito difícil ajudá-lo. Dava vontade de não procurar mais profissional algum, principalmente, por expor nosso pequeno a tantas pessoas, por contar e recontar histórias da gravides, do atraso da fala, etc.... Era muita frustração! A cada novo profissional depositávamos toda confiança e nada! Num certo momento resolvemos que continuaríamos procurando profissionais mas que em paralelo começaríamos a ler muito sobre os problemas de aprendizagem . Este foi o caminho para o diagnóstico correto e para a verdadeira ajuda a nosso pequeno guerreiro.

Com as leituras começamos a analisar o comportamento do nosso pequeno durante o dever de casa, uma verdadeira guerra doméstica, seu desinteresse completo pela leitura, etc. Começamos a suspeitar que nosso filhote poderia sofrer de déficit de atenção e dislexia. Detalhe, o déficit de atenção já havia sido descartado por uma profissional, coincidentemente, há quase 4 meses, ele estava fazendo acompanhamento com uma psicóloga especialista em déficit de atenção, com livro publicado sobre o assunto, etc. Informamos a tal especialista nossa suspeita que inocentemente disse “Sabe que eu também estou desconfiada?” Perguntamos “Como assim desconfiada? Você não tem até livro sobre o assunto? “Tenho, mas ainda não fiz os testes e vocês disseram que outro profissional havia descartado... “ Incompetência ou Má-fé?

Conversamos com a escola sobre nossa desconfiança e eles disseram que no caso da dislexia era preciso esperar até os 9 anos, etc.. Mas diante da nossa insistência, indicaram uma senhora que havia ajudado muito uma criança que tinha dislexia. Disseram “Quem sabe ela ajuda com o dever e assim percebe alguma coisa!”

Foram vários telefonemas até conseguir marcar uma reunião com a tal senhora. Mas valeu a pena! Já na primeira reunião percebemos que a tal senhora era uma psicopedagoga que amava sua profissão e que além do conhecimento teórico também tinha muita experiência clínica. Após poucas sessões com nosso pequeno venho a indicação de um neuropediatra, especialista em problemas de aprendizagem, que fez o diagnóstico de déficit de atenção e dislexia.

Há pouco mais de 2 meses conhecemos a tal senhora e a evolução do nosso pequeno neste período tem sido IMPRESSIONANTE! Em 2 meses ele evoluiu muito mais que em 2 anos. É ou não um alívio ter um diagnóstico correto de déficit de atenção e dislexia!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Escolhendo Profissionais 3

Na sala de Espera
Quando parei de trabalhar em virtude da transferência do meu marido para outro estado, pude acompanhar mais de perto o tratamento do meu pequeno guerreiro. Na sala de espera de clínicas e consultórios pude perceber a falta de compromisso de muitos “profissionais”. Segue alguns relatos:

• Ouvi uma babá reclamando dos atrasos da fono e do tempo reduzido da sessão, ao invés de 40 apenas 20 minutos de atendimento – em 2006 uma sessão era R$ 75,00. Eu disse pra moça contar para a mãe da criança, mas ela tinha medo da patroa ficar muito brava. Quanto tempo perdido para esta criança!

• Ao ficar esperando o término da sessão de fono do filhote, achei estranho o silêncio dentro da sala e perguntei para meu pequeno “O que vocês fizeram hoje?” e ele “Eu fitei no toputado e ela equevendo”, foram umas três sessões assim, até eu resolver perguntar para profissional, referenciada, professora de faculdade, o que estava acontecendo e obter a seguinte resposta “Fazemos juntos algumas atividades no computador que são importantes pra ele” retruquei dizendo que ele afirmava que ela ficava em outra mesa escrevendo e ele brincando com de Coelho Sabido, ela disse que não. Mas a dinâmica das sessões após minha reclamação foi totalmente diferente e ela realmente trabalhou com o pequeno. Acredito que nas outras sessões ela ficou fazendo planos de aula, preparando seminários ou qualquer coisa do tipo, de qualquer forma, a confiança se desfez e não voltamos mais.

• A secretária de uma psicologa que atendia as crianças em grupo de 2 ou 3, mas que certo dia marcou, “por engano” com 5, além do engano chegou atrasada. A secretária apertada dizia “Isto não vai dar certo, tem uma mãe aqui”! A mãe era eu e logicamente nunca mais voltei lá!

Enfim, foram muitos e muitos casos semelhantes a estes e realmente não dá pra bobear, é preciso ficar atento. Quem não puder levar o filho tem que perguntar pra quem leva se houve atraso, quanto tempo durou a sessão, perguntar para os pequenos o que eles fizeram ... Quando houver alguma desconfiança é preciso ter uma conversa com o profissional porque os pequenos não podem perder tempo e nós não podemos jogar dinheiro pelo ralo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Escolhendo Profissionais 2

Fonoaudiólogos

Nosso guerreiro apresentou problemas na fala, assim, aos 2 anos teve sua primeira fonoaudióloga, até a alta aos 6 anos passamos por 8 profissionais.

Ficávamos com um profissional por cerca de 3 meses, sem resultados trocávamos. Muitas pessoas nos censuravam, não entendiam o porquê de tanta troca. Era frustrante, sessões e mais sessões sem resultados, gastando nosso tempo, nosso dinheiro e principalmente o precioso tempo do nosso filhote.

Alguns profissionais diziam não entender porque nosso baixinho não pronunciava os tais fonemas, mesmo fazendo os exercícios para tal objetivo. Uma delas chegou a dizer que não precisávamos procurar mais nenhum profissional, indicou alguns livros e disse para lermos com ele diariamente, frase por frase, ele deveria repetir de forma correta os fonemas. Nem sabemos dizer quanto tempo perdemos lendo e dizendo para o pequeno “Repita. O gato pegou o caracol” ele “O dato pedou o talatou”. Seguimos a risca a orientação da profissional “experiente”, logicamente o resultado foi zero. Hoje, temos certeza que estas leituras e repetições foram verdadeiras sessões de “tortura” para nosso pequeno. Infelizmente, foi desta maneira que nosso filhote foi inserido no mundo da leitura, acreditamos que vem daí muito da sua aversão a leitura.

Nosso filhote estava prestes a completar 5 anos e não conseguia pronunciar G, C, R, QU_ e nenhum encontro consonantal BR, BL, CR, DR,TR, PR, PL... Em muitos momentos achamos que ele jamais falaria de forma correta. O pior é que na medida em que ele crescia as crianças e até mesmo alguns adultos riam da forma como ele falava. Em virtude disto, aos 4 anos ele um menino lindo, lindo, já apresentava baixa estima. Não gostava de falar porque previa os risos ou um “Não entendi o que você disse”.
Realmente era difícil entender o que nosso guerreiro dizia. Um dia ele perguntou para uma criança “Voce te bintar tomido? Repetiu muitas e muitas vezes, saiu chorando por não conseguir expressar um desejo simples de criança “Você quer brincar comigo?”.

Era praticamente inacreditável que após 3 anos de tratamento, com 5 profissionais diferentes, alguns mais e outros menos “experientes”, a evolução da fala de nosso pequeno era praticamente nula.

Mas não desistimos! Na 6ª avaliação fonoaudiológica, uma profissional se recusou a trabalhar com ele até o parecer de um otorrino sobre a retirada das amígdalas. Assim, no dia em que completou 5 anos, nosso guerreiro fez a cirurgia de amígdalas e adenóide.

Um mês após a cirurgia, ele reiniciou as sessões de fonoaudiologia, já na 2ª sessão conseguiu pronunciar “casa, gato, pegou”. Vocês nem podem imaginar a alegria que sentimos quando nosso filhote pronunciou corretamente o G e C ! Aos 6 anos, ele já pronunciava corretamente todos os fonemas e dizia lindamente “Você quer brincar comigo?”.

Nossa indignação com os cinco profissionais anteriores é imensa! Hoje, sabemos que uma questão física – tamanho das amígdalas – contribuiu muito para o atraso da fala e linguagem do nosso pequeno, ainda não sabemos se há outro motivo além da questão física. Mas, sabemos que nosso filhote perdeu um tempo precioso demais, o atraso na fala, ocasionou além da baixa estima, que é terrível, um atraso significativo no processo de alfabetização do nosso pequeno.

Enfim, se não tivéssemos esbarrados no caminho com tantos profissionais incompetentes, nosso guerreiro teria vencido a batalha da fala muito mais cedo. Com certeza, sua vivência na escola seria muito diferente.

Continua no próximo post...

domingo, 12 de abril de 2009

Escolhendo profissionais 1

Para nós um dos grandes desafios é encontrar profissionais comprometidos e qualificados para ajudar nosso pequeno guerreiro.

Não adianta ter muitos títulos (mestrado, doutorado, pós doc., etc.), não adianta ter aparecido num programa de televisão, não adianta ter participado de tal pesquisa relacionada ao assunto, não adianta ter escrito um livro, não adianta ter site bacana...

Nossa experiência com fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicólogo, terapeuta ocupacional começou quando nosso guerreiro tinha 2 anos, hoje ele está com 8. Nestes anos, além de diagnósticos e tratamentos equivocados, presenciamos verdadeiros absurdos nas salas de espera. Graças à Deus, um de nós pôde acompanhar bem de perto o tratamento de nosso pequeno, não fosse isto, creio que teríamos desistido e até hoje não compreenderíamos a ausência de resultados nos tratamentos.

Sendo assim, fiquem muito, mas muito atentos, o mercado está cheio de marqueteiros, despreparados, inescrupulosos que se aproveitam do desespero dos pais... Mas, não desistam! É difícil, mas é possível encontrar os verdadeiros PROFISSIONAIS.

Continua no próximo post...