quarta-feira, 18 de junho de 2014
DOCUMENTÁRIO - PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM
VIVER COM DISLEXIA
domingo, 8 de junho de 2014
REPORTAGEM FANTÁSTICO – PAIS E DEVERES DE CASA
sábado, 21 de dezembro de 2013
O Instituto ABCD tem suas funções voltadas para os transtornos de aprendizagem, conhecemos seu trabalho somente através da internet a partir de palestras, entrevista, etc.
As informações que eles disseminam foram e continuam sendo muito importantes para nossa caminhada, por isto, resolvemos compartilhar.
Vídeo de divulgação dos problemas de aprendizagem a partir do olhar de uma criança.
É triste saber que até o mundo acadêmico, através do Programa de Pós Graduação em Neurociências da UFMG, se rendeu a influência do grupo que comanda a "dislexia da leitura" prestando um desserviço para muitas crianças e famílias.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Cada um aprende de uma forma
Não importa qual seja o diagnóstico: dislexia, DEL, DPAC e tantas outras denominações.
O IMPORTANTE É CAMINHAR PARA DESCOBRIR COMO SEU FILHO APRENDE
Não há um profissional no mundo, por mais renomado que seja, capaz de indicar com precisão o caminho, cabe a nós colhermos as pistas que surgem , mudar sim de profissional quando não conseguirmos avanços a médio prazo, retermos as informações importantes e descartarmos as bobagens que ouvimos, ou até mesmo, lá na frente, percebermos que uma daquelas bobagens pode fazer sentido.
O caminho é longo e cheio de obstáculos, mas o mais importante é NÃO DESISTIR NUNCA!
Se para nós pais é difícil, imaginem para nosso filho que vive cercado / preso pelas suas questões de aprendizagem na escola e em casa.
O documentário Viagem dentro da dislexia vale a pena ser visto, há depoimentos de disléxicos de várias idades, profissionais com diferentes visões, mas a pequena fala de um experiente “tutor de disléxico” nos chamou atenção, pois confirma o que já sabíamos cada um aprende de uma forma, veja o trecho abaixo ou assista documentário
http://www.youtube.com/watch?v=-UfvnNeR8M4
quarta-feira, 20 de março de 2013
RESPOSTA A UM PEDIDO DE ORIENTAÇÃO
Agradecemos muito pelas palavras, o blog anda abandonado porque o dia a dia é corrido, mas mensagens como a de vocês nos motivam a retomar!
Continuamos na luta com nosso guerreiro que completou 12 anos. Ao olhar para trás vemos quantas batalhas foram vencidas, quantos adversários nocauteados... Mas para nós a grande vitória foi perceber que nosso filho passou de uma criança que não conseguia aprender (sequer reter que 1 dezena são 10 unidades) para uma criança que aprende (expressões numéricas, frações, conteúdos de ciências, história, geografia, etc). Hoje, estamos a procura de um bom treinador para nosso guerreiro para trabalhar interpretação e produção de texto.
Se nos perguntarem "o que vocês fizeram que realmente fez a diferença?" responderemos prontamente que foi a intervenção da psicopedagoga Maria das Graças Fonseca e Silva e do neuropediatra César Marcondes, ambos de Belo Horizonte. Consideramos que eles foram os anjos para nossa família. Inicialmente, acreditávamos que todos teriam sucesso com eles, mas algumas famílias tiveram e outras não! Mas graças a Deus é assim! Imagine se o caminho fosse apenas este!
Durante nossa jornada, de tudo que ouvimos, diagnósticos e prognósticos negativos e positivos, o que nos fez seguir enfrente foi uma frase dita por uma psicopedagoga que nada agregou em termos concretos, mas que nos motivou a continuar "Nunca desistam do filho de vocês, continuem sempre na busca...!". Com o passar do tempo, a frase adquiriu outros sentidos, hoje significa "Ninguém, nenhum profissional, seja de qual área for, tem uma resposta concreta para as questões que envolvem o "não aprender";
Eu, mãe do guerreiro, resolvi fazer o curso de psicopedagogia para auxiliar as famílias carentes que lidam com o não aprender, porque com recursos financeiros é tão difícil lidar com o problema, imagine sem! Infelizmente ao concluir o curso, descobri que não podia auxiliar ninguém, descobri que é um CRIME a psicopedagogia ser uma pós graduação. Descobri que na nossa jornada com o guerreiro nos deparamos com diversos tipos de profissionais aventureiros: aqueles que terminam a pós e se acham aptos para atender, os que dão aulas em cursos de psicopedagogia mas tem formação em psicologia, fonoaudiologia, neurociências, mestres em educação e se acham os mais capacitados para lidar com o não aprender, quando na verdade se dedicam mais a suas áreas específicas, ao mundo acadêmico e não apresentam sequer um caso de criança que não aprendia e passou a aprender, eles são os especialistas em diagnóstico de problemas de aprendizagem, especialistas em encontrar culpados entre a família e a escola (filho mimado, dependente, professor que não gosta de ensinar, etc) mas não possuem estratégias de intervenção eficaz para a questão da aprendizagem.
A aprendizagem é algo muito complexo e por isto na Argentina, Portugal e outros países a psicopedagogia é uma graduação. Não quero dizer que com a graduação teríamos somente profissionais competentes, mas teríamos sim, chances de depararmos com alguém que verdadeiramente entendesse da questão, teríamos mestres e doutores em psicopedagogia, psicopedagogos com pós-graduação em escrita, leitura, questões afetivas, intervenção nesta ou naquela questão que poderiam relatar seus estudos e experiências no assunto. Nosso problema se torna maior com os cursos a distância. Vários cursos presenciais sequer oferecem estágio supervisionado. Não posso deixar de dizer que é um CRIME, uma VERGONHA. Porque é crime fazer a criança passar por inúmeros profissionais, é crime fazer nossos pequenos perderem tanto tempo e assim continuarem sendo alvo de críticas de professores e gozação de colegas, é crime fazer com que as famílias se sintam tão impotentes....
Digo isto, porque quando levávamos nosso guerreiro a uma psicopedagoga depositávamos neste profissional uma enorme esperança e a cada frustração acreditávamos que o problema era do nosso guerreiro! Pensávamos que o caso dele era muito sério porque nenhum profissional conseguia nos ajudar! A busca foi longa, íamos a profissionais "renomados", coordenadores de curso de psicopedagogia, etc... Hoje, entendemos porque somente uma psicopedagoga séria, no auge dos seus 60 anos, trabalhando a mais de 20 em consultório foi a única capaz de nos mostrar uma luz, um caminho a seguir! Então o caminho é procurar um profissional experiente em PSICOPEDAGOGIA, este profissional será capaz de trabalhar as estruturas, os esquemas que vão disparar o gatilho da aprendizagem. Quem fez isto com nosso guerreiro foi a Maria das Graças, durante os dois anos e 1/2 de tratamento eu acompanhamos de perto e percebi que o que fez a maior diferença foi o trabalho com jogos Cara a Cara, quebra-cabeças, lego, lince, memória, hora do rush, Ludo, Quest Júnior, jogo fecha a caixa, os jogos das lojas Origem como Equilíbrio. Amazônia Simplificada, etc.Ela também trabalhava textos curtos, liam juntos e depois cada um fazia para o outro perguntas sobre a história. .Nosso filho sempre teve enorme resistência aos jogos de tabuleiro e a Maria conseguiu fazer com que ele vencesse esta barreira, então começamos a jogar em casa no que denominados "Noite de Jogos" . e como todos os pais. como todos os seres humanos não somos perfeitos e a frequência e persistência de continuar com as noites não foi a que desejávamos em virtude da rotina, cansaço, etc. mas acreditamos que também tivemos nossa contribuição! Ele também não gostava de quebra cabeças e começou a gostar.
Outro ajuda fundamental foi Dr César Marcondes que diagnosticou nosso guerreiro como disléxico e com déficit de atenção. Ele receitou a Ritalina, criticada por tantos profissionais e por tantas famílias, mas que foi fundamental para nosso guerreiro recuperar seu gap na aprendizagem. Foram três anos de medicação para fazer o dever de casa e ir para escola, com intervalos nos fins de semana, feriados e férias escolares. Agora em 2012, temos orgulho de dizer que o médico mais conservador e criticado na cidade pelo uso da medicação para tratar problemas de aprendizagem, suspende, sem o nosso pedido a medicação, ou seja, ele percebeu que nosso filho não precisava mais, percebeu que a medicação já tinha feito a parte dela, isto sim é profissional!
Esperamos ter ajudado e estamos a disposição para esclarecer outras questões.
Abraços
Família do Guerreiro
segunda-feira, 9 de maio de 2011
FILME INDIANO – SOMOS TODOS DIFERENTES COMO ESTRELAS NO CÉU
sábado, 11 de dezembro de 2010
Retomada e Vídeos
Na última reunião na escola gravei um dvd para coordenadora, professora e psicóloga para que elas não percam de vista os problemas enfrentados pelas crianças com déficit de atenção e dislexia. São dois programas da Globo News e um livreto da Associação Brasileira de Dislexia que converti em vídeo.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Atividades realizadas pela psicopedagoga
Já comentamos que depois de anos e anos de caminhada há alguns meses encontramos uma psicopedagoga MARAVILHOSA para trabalhar com nosso pequeno guerreiro.
Como outras profissionais ela trabalha com muitos jogos, dentre eles destacamos: Lego livre e montagem específicas, Cara a Cara, Memória, Master Júnior e jogos diferentes como o Equilíbrio – jogo de estratégia encontrado na loja Origem Virtual e tantos outros.
Atualmente, ela tem trabalhado bastante a interpretação e produção de textos. Inicialmente, ora ele lia uma página de um pequeno livro, ora ela, depois um fazia pergunta para o outro sobre uma determinada página. Algumas vezes eles disputavam no dado, quem ganhasse faria a pergunta, quem perdesse deveria escrever a resposta. Ela tem incentivado bastante a criação de pequenas histórias, hoje ele diz que quer ser escritor, antes odiava a escrita.
Nossa caminhada é longa mas ele já melhorou muito.
Através do google analytics percebemos que a maioria das visitas ao blog são de pessoas interessadas em atividades, então novamente indicamos o livro Dificuldades de Aprendizagem - Manual para Pais e Professores do Dr. Jordano Copetti, o livro é excelente e contém inúmeras atividades, vale a pena, são verdadeiras sessões de psicopedagogia por R$ 29,90. Nós compramos pela internet através do site da Juruá Editora.
domingo, 23 de agosto de 2009
Cérebro e Dislexia
http://www.neurolab.com.br/news/index.php?news_id=236&start=0&category_id=&parent_id=0&arcyear=2008&arcmonth=8
Programa intensivo de ensino consegue modificar cérebro de alunos disléxicos
Cientistas da Universidade Carnegie Melon, de Pittsburgh demonstraram como em alunos com problemas graves de leitura e compreensão, áreas do cerebro que estavam inativas podem ser ligadas com treinamento.
Os alunos, todos do quinto ano, foram avaliados através de técnicas especiais de ressonância nuclear magnética antes e após o período de recuperação Os exames permitiram aos pesquisadores determinarem através da medição do fluxo sanguíneo para o cérebro, durante as atividades escolares, os padrões de ativação.
Nos alunos classificados como disléxicos, determinadas regiões do cérebro eram menos ativadas. A area parietotemporal mostrou padrões bastante diferentes entre os alunos considerados normais e os com dificuldades de leitura.
Como os cientistas acreditavam na plasticidade, ou seja, na capacidade do cérebro humano de se adaptar e ativar regiões que antes não eram muito utilizadas, um programa especial de reforço foi traçado para essas crianças.
Foram 100 horas de treinamento especial em leitura e compreensão. O objetivo era superar a dificuldade de associação entre os sons das letras e suas formas escritas.
Outra descoberta importante do estudo foi a de que somente 10% das crianças apresentavam problemas visuais e dislexia, o que diverge da crença comum. Os exames de ressonância foram aplicados antes e após o reforço e um ano após. Todas as crianças do quinto ano foram submetidas a mesma bateria de testes para permitir a comparação.
Após o treinamento e no exame de revisão com um ano, as crianças disléxicas que tinham recebido o reforço especial mostravam padrões cerebrais semelhantes aos das crianças ditas normais. Esse estudo mostra que o cérebro humano é capaz de ser "reprogramado" com estímulos especialmente dirigidos e permitir que todos possam demonstrar suas potencialidades.
O trabalho em questão está publicado na edição de agosto da revista "Neuropsycologia
Fatos Fudamentais
Vencendo mais uma batalha
Depois de mais de dois anos, de uma árdua caminhada, encontramos profissionais competentes. A partir de então, com a medicação e o tratamento psicopedagógico correto, pela primeira vez, começamos a colher os frutos do tratamento. Em maio já percebíamos uma melhora significativa, a psicopedagoga elogiava o esforço do pequeno e nossa felicidade aumentava a cada dia.
Em meados de julho, recebemos o relatório da escola, esperávamos um relatório que demonstrasse a evolução do nosso pequeno, mas foi um verdadeiro “balde de água fria”. O relatório continha pouquíssimo pontos positivos. Tivemos a impressão que a escola tinha ignorado completamente o diagnóstico de dislexia e déficit de atenção, bem como as recomendações do médico, pois em nenhum momento citaram os diagnósticos, apenas ressaltaram a leitura lenta, a dificuldade de entendimento do que lê, as trocas de letras, etc... Ressaltaram problemas que são inerentes aos disléxicos, sem citar o diagnóstico, sem citar a evolução que percebíamos, ficamos extremamente decepcionados.
Sinceramente, num primeiro momento, sentimos vontade de manifestar nossa indignação com o relatório, assinado pela professora e pela coordenadora - mas como professora deste ano sempre foi muito carinhosa com o pequeno, como no ano anterior havíamos tido muitos enfrentamentos com a coordenadora - resolvemos deixar passar.
No entanto, levamos o relatório para psicopedagoga que também ficou decepcionada, ela argumentou que muitas vezes a escola tinha dificuldade de aceitar e reconhecer a evolução de um aluno, principalmente, quando a solução para resolver o problema não havia partido dos membros da escola, etc. Argumentou também que o importante era que nós estávamos percebendo evolução do pequeno, disse para não comentarmos nada sobre o relatório na escola, etc. Concordamos com ela, mas ainda assim ficamos extremamente magoados com a escola.
No entanto, na quarta-feira desta semana, ao deixarmos o guerreiro na escola, a professora nos chamou e disse que a evolução do nosso pequeno era impressionante, disse que ele praticamente não precisava mais de ajuda nas provas, era um dos únicos que lembrava de elaborar respostas completas, estava muito bem em matemática, que até os professores de aulas especializadas (artes, música, ed. física e informática) estavam impressionados com ele. Oh meu Deus! Quanta alegria! Quanta satisfação! Vencemos mais uma batalha, mas a luta continua!
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Dislexia da Leitura - Decepção
Em 2007, assistimos a um programa de TV sobre dislexia da leitura. A forma como o tema foi abordado nos deixou bastante impressionados, falaram que o tratamento seguia uma proposta interdisciplinar com pedagogos, psicólogos e médicos. Durante o programa, a única coisa que estranhamos foi a superexposição de um menino de 8 anos, ele estava lá junto com a mãe e com a especialista em dislexia da leitura para comprovar a eficácia do tratamento.
Imaginamos que maravilha seria resolver os problemas de leitura do nosso pequeno com uma lente colorida. No entanto, por se tratar de um tratamento pouco convencional guardamos esta informação como um trunfo para ser utilizado mais adiante.
Marcação dos exames
No início deste ano, desesperados por não obter resultados com o nosso pequeno guerreiro - nas sessões com psicólogos, pedagogos e psicopedagogos - procuramos a clínica especializada em dislexia da leitura. A marcação de exames para o diagnóstico foi a seguinte:
1º dia - 08:00h Entrevista c/ psicóloga - 10:00h Consulta oftalmologica. Levar questionário preenchido, 3 paginas do caderno de matemática e do caderno de português, laudos médicos,etc. Valor R$ 61,25
2º dia - 5 exames - Campo visual,FDC,ortoptico,aberrometria e visão funcional - 08:00h à 12:00h. Valor R$550,14
3º dia - Avaliação neurovisual com a especialista - 8:00h às 10:30h. Valor R$767,00
Colocamos o cronograma acima para mostrar que nosso pequeno passou por muitos profissionais e um grande desgaste, os valores são um detalhe.
Aparte – Baixa auto-estima de criança com problemas de aprendizagem
Antes do relato da nossa caminhada na clínica de dislexia da leitura, cabe uma observação sobre a auto-estima das crianças com problemas de aprendizagem. Sabemos que há inúmeros artigos científicos que apontam para o grande número de crianças com problemas de aprendizagem com baixa auto estima. Nosso pequeno guerreiro não é diferente, em março deste ano, quando procuramos a clínica de dislexia da leitura, ele estava há 6 meses fazendo um tratamento psicológico para tratar questões de baixa estima. A orientação era reforçar seus pontos positivos, dizer a todo momento que ele era capaz, etc.
Na clínica - Primeiro dia
No primeiro dia na clínica fomos recebidos por uma psicóloga. A entrevista inicial era com os pais e a criança. Não disseram que a presença dos dois era obrigatória, no nosso caso apenas um de nós acompanhou o pequeno. Assim que entramos na sala, a psicóloga disparou inúmeras perguntas na frente do nosso pequeno ”Porque vocês estão aqui? Ele tem problemas na escola? A gravidez foi desejada? Teve problemas no parto? Problemas neurológicos? Ele lê de forma lenta? Ele escreve devagar? Ele não da conta de acompanhar os colegas, etc...
Meu Deus! Quanto despreparo para lidar com crianças com problemas de leitura! Estamos falando de crianças, não de adolescentes, estamos falando de um garoto de 7 anos! Nunca vimos uma coisa daquelas! Entrevista inicial junto com a criança! Pensamos que uma pessoa conversaria com o pai, outra com a criança, ou que em algum momento haveria um local para a criança ficar fazendo outra atividade. De repente, nos deparamos com um lugar onde não havia opção, a não ser falar tudo na frente do pequeno. Ora, não que ele não soubesse das dificuldades que tem, mas qual é o objetivo de reforçar isto na frente dele! Uma criança que já tem problemas de auto estima! Nosso discurso de que estávamos ali para ele ficar ainda melhor foi por água abaixo, assim como o tratamento para auto estima...
Meu Deus! Realmente éramos pais desesperados e cegos em busca de uma solução milagrosa! Na entrevista devíamos ter percebido que havia algo muito errado naquele lugar!
Após a entrevista, aguardamos a consulta com o médico. Como a proposta era interdisciplinar acreditamos que antes da consulta a psicóloga teria uma conversa com ele. Mas não! Assim que entramos na sala o médico disparou “Porque vocês estão aqui? Ele tem problemas na escola? A leitura é lenta? Mais um turbilhão de perguntas na frente do pequeno! Inacreditável!!!
Meu Deus! Realmente éramos pais desesperados e cegos em busca de uma solução milagrosa! Psicóloga e médico, não é possível! Devíamos ter percebido que havia algo muito errado naquele lugar!
Segundo dia
Logicamente, nosso guerreiro não queria mais um dia naquele lugar onde o tempo todo suas dificuldades eram ressaltadas. Mas como pais desesperados insistimos com o pequeno, como pais cegos não queríamos perder a oportunidade de estar na única clínica do Brasil que faz o diagnóstico de dislexia da leitura.
Era outro dia, acreditamos que o trabalho interdisciplinar ia prevalecer, provavelmente, a equipe havia conversado sobre o caso do nosso pequeno e não seriam feitas as mesmas perguntas.
Por acaso, encontramos com a pedagoga na recepção enquanto esperávamos mais uma consulta, ela perguntou algo como “Vocês estão aqui para fazer os exames relacionados a dislexia da leitura?” Ingenuamente respondemos “Sim!”. Inacreditavelmente, ali mesmo na recepção, diante de várias pessoas, diante do nosso pequeno, ela disparou “Ele tem problemas na escola? Ele tem problemas com a leitura?, etc...” Respondemos educadamente que já havíamos passado pela entrevista e a psicóloga já tinha todas as informações - cortamos a conversa!
Meu Deus! Realmente éramos pais desesperados e cegos em busca de uma solução milagrosa! Psicóloga, médico e pedagoga, não é possível! Devíamos ter percebido que havia algo muito errado naquele lugar!
Entramos na sala para mais um exame e a médica perguntou “Vocês estão aqui porque ele tem problemas na escola? Sem acreditar, educadamente e tentando dar um toque na médica respondemos “Não! No ano anterior ele teve muitos problemas, mas este ano ele está muito bem! Está fazendo a 2ª série novamente e é um ótimo aluno! Inacreditavelmente ela respondeu “Ah, ele está repetindo, então é por isto que agora ele está indo bem, repetiu o ano!
Meu Deus! Realmente éramos pais desesperados e cegos em busca de uma solução milagrosa! Psicóloga, médico, pedagoga, médica, não é possível! Devíamos ter percebido que havia algo muito errado naquele lugar!
A cegueira começou a se desfazer, saímos daquela sala e fomos procurar a dona da clínica e especialista em dislexia da leitura. Logicamente, ninguém queria fornecer o email, nem telefone para falarmos diretamente com a tal mulher, mas coincidentemente ela passou na nossa frente. Sim, aquela era especialista que vimos no programa TV.
Pedimos uma conversa reservada, falamos da nossa insatisfação desde a entrevista aos exames, da falta de habilidade para lidar com crianças... ela pareceu receptiva, no entanto, o dono da clínica, pai da especialista entrou na sala, ela disse que estávamos dando sugestões interessantes, mas o homem arrogante disse que o indivíduo deveria saber o que tinha, etc. Contra-argumentamos dizendo que o indivíduo era uma criança de 7 anos, que deveria saber o que tinha a partir de um diagnóstico. Ele prepotente disse que aquela era uma questão acadêmica, que talvez este fosse um problema do nosso filho. Mantivemos nossa postura, a questão era acadêmica sim, comprovadamente crianças com problemas de aprendizagem tem problemas de auto estima e nosso filho era uma destas crianças. A especialista, filha do dono da clinica, tentou contornar a situação e disse que ia conversar com a equipe.
Meu Deus! Realmente éramos pais desesperados em busca de uma solução milagrosa! Psicóloga, médico, pedagoga, médica, o dono da clinica, não é possível! Agora sim, percebemos que havia algo muito errado naquele lugar! Já não éramos cegos, mas ainda éramos desesperados! Não podíamos perder a oportunidade de estar na única clínica do Brasil que faz o diagnóstico e tratamento de dislexia da leitura.
Terceiro dia
Logicamente, nosso guerreiro resistiu a mais um dia naquele lugar onde o tempo todo suas dificuldades eram ressaltadas
Ainda tínhamos um exame antes da avaliação neurovisual com a especialista. Assim, por precaução, pedimos para falar antecipadamente com a pessoa que faria o exame para evitar que ele fizesse perguntas na frente do pequeno, mas disseram que não era possível, então pedimos que o recado fosse transmitido a ela.
Enquanto aguardávamos na recepção lotada de pessoas, sentados ao lado do nosso pequeno, aconteceu algo surreal, aproximou-se de nós uma moça perguntando “Vocês é que pediram para não falar nada na frente da criança?” Despistamos, fizemos um sinal dizendo que não, mas ela insistiu “Foram vocês sim, pediram para não falar na frente da criança que ela tem dificuldade de leitura, eu queria dizer que eu não faço isto não! Eu não falo nada disso!” Não deu pra segurar e disparamos “Ah, não fala não! Então o que é que você está fazendo agora?” ela “Eu sou estou falando porque vocês foram lá falar” Nesta hora nos perdemos o controle, a vontade era de bater naquela mulher, mas olhamos para o pequeno e dizemos “Filho, esta moça é louca! Aqui está cheio de gente louca, desculpe-nos por trazermos você aqui”!
Meu Deus! Realmente éramos pais desesperados em busca de uma solução milagrosa! Psicóloga, médico, pedagoga, médica, o dono da clinica, a moça que faz um tal exame. Estava tudo errado naquele lugar! Mas desesperados não podíamos perder a oportunidade de estar na única clínica do Brasil que faz o diagnóstico e tratamento de dislexia da leitura
Chegada a etapa com a especialista, mas para nossa surpresa quem fazia a tal avaliação neurovisual era uma assistente. Ela entrou com o nosso pequeno numa sala, nós ficamos do lado de fora.
Cabe um aparte - não é segredo que crianças com dificuldades de leitura tem resistência a leitura, cansam-se facilmente, tem horror da leitura oral, principalmente na frente de desconhecidos. Pois é, mas a tal assistente, entrou com nosso pequeno numa sala para fazer os testes com as lentes milagrosas, por 2 horas nosso pequeno teve que ler textos com lentes de cores diferentes. Depois de um intervalo, ele pediu pelo amor de Deus para acabarmos com aquilo, mas os pais desesperados insistiram e ele ficou mais 1 hora fazendo testes.
Terminada esta etapa, veio a hora do show, a especialista, dona da clinica no levou para uma sala e fez uma apresentação sobre dislexia da leitura e Síndrome de Irlen. Naquele momento, confirmamos nossa suspeita, somente ela tinha acesso a todos os exames e a entrevista, na verdade, não havia uma equipe com psicólogo, pedagogo e médico para discutir juntos um caso, eles apenas seguiam um protocolo e não haviam sido preparados para isto. Após a propaganda dos filtros, a especialista falou sobre os resultados de nosso pequeno, disse que com o filtro ele lia cerca de 22% a mais de palavras em determinado tempo. Disse que eles esperavam resultados melhores, que ele deveria ter outro problema além da Síndrome de Irlem, citou vários distúrbios, inclusive a dislexia. Perguntamos se ele tinha dislexia e ela disse “Não sabemos, porque nós fazemos o diagnóstico de Síndrome de Irlen, diagnóstico de dislexia nos não fazemos!”. No final a especialista indicou para nosso pequeno uma lente cinza claro, quase branca, valor R$ 1.500,OO.
Em casa
Saímos de lá, conversamos bastante, analisamos a situação e decidimos não fazer as lentes. Chegamos a conclusão que nosso pequeno ficou horas e horas testando lentes porque não havia lente que resolvesse seu problema, por isto a lente quase branca.
Descobrimos da pior forma, expondo nosso pequeno, que tudo aquilo era uma ilusão, aquele lugar explorava pessoas desesperadas em busca de uma solução milagrosa para um problema complexo. Acordamos, precisávamos colocar a cabeça no lugar, deixar o desespero de lado e continuar a caminhada para ajudar nosso pequeno guerreiro. Hoje, sabemos que o problema do nosso pequeno é o déficit de atenção e dislexia, nos últimos meses ele avançou muito, mas nossa luta continua...
Sindrome de Irlen?
Após esta triste experiência conversamos com vários oftalmologistas respeitados daqui de BH, um deles professor titular na UFMG, eles foram categóricos ao afirmar que não há comprovação científica sobre a eficácia das tais lentes coloridas. Disseram que justamente porque não há comprovação científica a clínica promove curso somente para educadores e nunca para área médica porque sabem que serão criticados. Abominam a propaganda que a clínica faz nas escolas, inclusive um deles nos passou um artigo da The American Academy of Ophthalmology sobre a inconsistência dos estudos relacionados a Síndrome de Irlen. Segue o link:
http://www.eyecareamerica.org/eyecare/treatment/alternative-therapies/vision-therapies-learning-disabilities.cfm
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Atividades - Dificuldades na escrita
COMO AUXILIAR AS CRIANÇAS COM DISGRAFIA
Beatriz Azevedo Virissimo - psicopedagoga clínica
As crianças com dificuldades na escrita sentem dores nas mãos e nos braços, quando escrevem e necessitam fazer exercícios de motricidade fina diariamente para treinar os movimentos necessários para a escrita com a letra cursiva, como por exemplo:
- Flexionar os punhos lentamente;
- Abrir e fechar as mãos, esticando os dedos;
- Mãos abertas sobre a mesa. Abrir e fechar 5x
- Mão esquerda. Abrir e fechar 5x
- Mão direita. Abrir e fechar 5x
- Cotovelos apoiados na mesa. Abrir os dedos em leque e juntá-los. Mão E 5X e Mão D 5X;
Braços flexionados apoiados à mesa. Uma mão na frente da outra, cada toca o dedo correspondente; - Entrelaçar os dedos fortemente e separá-los 5X
- Movimentos de marionetes, rotação ao redor do pulso lento, rápido, mão dominante, mão secundária.
- Exercícios grafomotores no quadro de giz: sobe, desce, riscar e apagar.
- Recorte, pinturas e colagens, fazer bolinhas de papel e preencher desenhos.
- Abotoar e desabotoar, atar e desatar, enrolar e desenrolar.
É importante lembrar que todos os movimentos apresentados no caderno devem ser feitos anteriormente pela criança em ambiente espaçoso. Pés funcionando como ponta dos dedos. A criança caminhando e pulando com um pé só sobre letras e números riscados no chão.
O caderno pautado deve sempre ser precedido pelo caderno de desenho e pelos exercícios corporais que tem a finalidade de preparar a criança para a escrita cursiva.
É necessário que o professor trabalhe o traçado correto das letras maiúsculas e minúsculas no quadro ou em folhas sem pauta com giz de cera. Só em um segundo momento utilizar o caderno de caligrafia, onde deverão ser repetidos os movimentos das letras com apoio da pauta, tendo em vista, que a fixação dos movimentos acontecem através do olho e da mão na cópia.
Pode-se trabalhar as letras com movimentos similares em 3 gruposa-o-d-g-qm-n-z-x-ve-i-u-s-r-l-t-p-f-j-h
domingo, 26 de julho de 2009
Atividades - Problemas Leitura e Escrita














quinta-feira, 9 de julho de 2009
Na correria
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pequeno Guerreiro: Escola e auto-estima
Estas frases foram ditas repetidas vezes pelo nosso pequeno guerreiro principalmente no ano passado e início deste ano. Nos últimos meses, diante da nossa postura em relação à escola e principalmente depois do diagnóstico de déficit de atenção e dislexia, do tratamento que passou a receber, percebemos o fortalecimento de sua auto-estima, logicamente, ainda há momentos de recaída.
Ele tem apenas 8 anos e já passou por tantas coisas na escola, tantos profissionais incompetentes, vivenciou tantas atitudes desorientadas dos pais e isto realmente deixou uma marca profunda no nosso lindo e valente guerreiro.
Em casa sempre elogiamos muito nosso pequeno, acreditávamos que com nossas atitudes ele teria uma auto-estima elevada e também por ser um filho tão amado e querido. Infelizmente, mais uma vez nos enganamos! Sem percebermos fizemos cobranças excessivas, principal e exclusivamente, em relação ao dever de casa. Estas cobranças foram reflexo das cobranças que a escola nos fazia. Para nós, as cobranças que sofremos da escola, que equivocadamente repassamos para nosso pequeno, são frutos da incapacidade da escola de perceber um problema que, segundo especialistas, atinge cerca de 10% da população e ainda tem comorbidade com outros problemas, mas este assunto será tema de outro post.
No entanto, se em casa nosso pequeno foi pressionado, na escola foi muito mas muito mais. Aos 5 anos a primeira reclamação “Eu sempre sou o último a terminar as atividades”, aos 6 “os meninos ficam rindo porque eu, o x e o y sempre somos os últimos”, aos 7 a situação agravou “Todos dizem que eu sou burro e nem querem brincar comigo”.
Nós jamais ignoramos quaisquer destas reclamações, corremos atrás de diversos especialistas (leia a sessão Escolhendo Profissionais), conversamos muitas vezes na escola, mas infelizmente faltou habilidade de todas as partes. Inicialmente, diziam que nosso pequeno era super protegido e precisava ser mais independente, depois que era pouco estimulado, era pouco cobrado pelos pais, que parecia preguiçoso, desinteressado, insinuavam problemas, mas sem qualquer objetividade... Ouvíamos tudo aquilo,ficávamos perdidos, carregávamos muita culpa, tentávamos seguir as orientações mesmo achando um pouco estranho.
Por muito tempo tivemos uma postura passiva diante da escola e dos profissionais, até que ano passado demos um basta! A auto-estima do pequeno despencou de vez, mesmo com o tratamento com uma psicóloga de “renome”. Ele passou a reclamar com mais intensidade que não tinha mais amigos na escola, que era chamado disto e daquilo, dizia que odiava escola, que era mesmo um burro, etc. Percebemos que não adiantava esperar nada da escola nem daqueles profissionais, começamos a ler bastante sobre os problemas de aprendizagem, a observar mais atentamente o comportamento do pequeno diante das tarefas escolares e das outras crianças.
Assim, em outubro do ano passado, marcamos uma reunião na escola, salvo engano a 5ª a nosso pedido. Solicitamos a presença da psicóloga - por incrível que parece ainda não conhecíamos – da professora e da coordenadora. Fizemos um documento, segue parte do seu conteúdo “.... Diante disso, chegamos a conclusão que a forma como as crianças do (nome da escola) tratam o (nosso guerreiro), está diretamente relacionada a forma como escola lida com as dificuldades de aprendizado do nosso filho. Na sala de aula ele é repreendido na frente dos colegas por não fazer o dever, as crianças continuam vendo as notas ruins que ele tira e ele continua sendo chamado de burro, besta quadrada, retardado mental, ... Continuam dizendo que ele só tira nota baixa, ele é chamado de copião por que cola dos colegas nas provas por não saber, é criticado porque a leitura é lenta, etc.
Enfim, esta é a conclusão que chegamos sozinhos porque a escola jamais nos chamou para dizer se o problema de socialização do (nosso guerreiro) está relacionado a agressividade, infantilização ou qualquer outra coisa, a escola simplesmente diz que está tudo bem...”
Logicamente, falamos tudo com a maior educação possível, mas muitas vezes tivemos que nos segurar para não voar na professora com aquela cara de inocente. Por incrível que possa parecer, a partir deste dia, nosso filho começou a receber um tratamento diferenciado da escola. Hoje ele ama a escola, diz que a aula passa depressa, tem alguns amigos, etc.
Acreditamos que nossa postura de cobrança em relação à escola e o diagnóstico correto estão sendo fundamentais na recuperação da auto-estima do nosso pequeno.
Cabe ressaltar a importância da presença do pai e da mãe nas reuniões, infelizmente as escolas tendem a achar a opinião da mãe emocional demais, esta foi a recomendação que recebemos de uma profissional e que passamos a seguir sempre que possível.
Outro ponto importante, percebendo que o filho tem problemas na escola solicite uma reunião, não fique esperando! Também tenha sempre em mente que a escola não pode ficar apenas cobrando dos pais, ela também tem as suas obrigações que vão muito além do cumprimento de conteúdos e carga horária.
Enfim, o jogo continua...










